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Municipia

Arouca: Câmara quer avançar com alterações na iluminação pública para diminuir despesas

04-05-2011

Arouca, 04 mai (Lusa) -- A câmara de Arouca está a estudar com a EDP uma forma de reduzir os custos do sistema de iluminação pública do concelho, que, em 2010, absorveu cerca de 500 mil euros dos recursos da autarquia.

Isabel Vasconcelos, vereadora responsável pelos pelouros do Ambiente e Energia, explicou à Lusa a ideia: "Estamos a estudar o impacte económico e social das medidas que propusemos para reduzir os custos da rede de iluminação pública, porque umas são mais drásticas do que outras e queremos ter dados mais concretos antes de avançar".

A ideia foi discutida a título informal na reunião de câmara de terça-feira e, segundo a vereadora, os partidos representados no executivo "concordam todos com a necessidade de reduzir a fatura da eletricidade", mas, no que se refere à forma de concretizar esse objetivo, "as opiniões já não são tão consensuais".

Entre as medidas que merecem aprovação geral, inclui-se a substituição das lâmpadas instaladas por outras mais económicas, a redução do número de candeeiros públicos em funcionamento nas zonas mais urbanizadas e a ativação de cronómetros nos 80 postos de transformação elétrica em que já está disponível esse sistema automático de controlo dos períodos de iluminação.

A proposta que enfrentou maior oposição foi a do "apagão geral a partir das 02:30".

Isabel Vasconcelos admite que esse corte geral "mexe com os hábitos das pessoas", mas considera que essa é "uma opção lógica, já que a essa hora da madrugada, Arouca já não tem movimento que justifique esse gasto".

Quanto ao argumento da criminalidade, a vereadora explica que "o apagão não vai aumentar a insegurança, porque um ladrão tanto rouba com luz como às escuras, durante a noite ou durante o dia".

Para Isabel Vasconcelos, enquanto se fazem as contas à poupança efetiva que se pretende obter com a reformulação do sistema de iluminação pública, importa avançar com a abordagem "educacional" da mudança.

"Antes, as juntas de freguesia pediam muita luz, queriam tudo cheio de iluminação e agora estão a perceber que havia um certo exagero nisso. As pessoas já veem as coisas de outra maneira, mas ainda é preciso fazer perceber a certos moradores que, se lhes apagarmos o candeeiro que têm mesmo em frente à porta, isso não é uma atitude pessoal contra eles".

AYC.

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