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:: Viseu - W-EST_WHERE: Encontro de Dança com artistas da Europa de Leste e Oeste
05-02-2010
Residências artísticas, formação, apresentação de espectáculos e conversas entre artistas da Europa de Leste e Oeste, num programa, elaborado com o aconselhamento da coreógrafa portuguesa Vera Mantero, e, que se dirige, apenas a interessados pela temática da Dança. Este encontro deverá reunir cerca de 12 artistas (coreógrafos e intérpretes), de diferentes nacionalidades.

Alguns dos eventos serão restritos (para coreógrafos e programadores culturais). Tal acontece com as sessões de trabalho entre coreógrafos/intérpretes convidados, orientadas por Vera Mantero, onde se procura que cada um fale de si, dos seus desejos, das suas preocupações e convicções, e, de que forma se expressam na dança (de 08 a 12 Fev); e também com a conversa entre programadores culturais e coreógrafos, onde se pretende que haja uma partilha das suas expectativas, ambições e vontades presentes no trabalho de cada um (12 Fev, às 10h30). Os espectáculos serão abertos a todos os interessados na temática da dança, e, no final de cada um haverá uma conversa entre os artistas e o público, moderada por Vera Mantero. A entrada é gratuita.

W-EST_WHERE é um projecto de cooperação coreográfica entre França (Companhia Jasmina Prolic) Portugal (Teatro Viriato), Croácia (HIPP/Dance Week Festival - líder do projecto) e Hungria (Trafó). Financiado pelo Programa Cultura 2007-2013 da União Europeia, este projecto arrancou em Junho de 2009 e termina em 2011. O objectivo é promover, fomentar e facilitar, entre as estruturas parceiras, a troca de experiências no que diz respeito às práticas de criação, produção, difusão ou formação de artistas na área da dança, assim como apoiar a circulação de obras coreográficas, contribuindo para o conhecimento e visibilidade da dança contemporânea dos países de Leste da Europa.

Os resultados deste encontro serão publicados, posteriormente, na revista Boa União (editada pelo Teatro Viriato) e disponibilizados nos sites dos vários parceiros do projecto.

08 Fev // seg 21h30 | 20 min. aprox.
RUH!PUM!
Luís Guerra (Portugal)
ESTREIA ABSOLUTA

Depois de Laocoi, Luís Guerra, um dos mais interessantes jovens criadores e intérpretes de dança contemporânea trabalha sobre gritos e interjeições que, como o próprio explica, traduzem entusiasmo ou saudação, repulsa ou raiva e desmoronamento, entre outros.

Ruh!Pum! faz parte de uma trilogia, marcada por um processo de criação, que foi sendo intercalado com momentos de apresentação pública de secções da peça que foram sendo finalizadas, como aconteceu com Hurra!Arre!, Arre!Irra! e agora Ruh!Pum!, uma estratégia de composição, figurativa das formas contemporâneas do experimentalismo próprio das artes do espectáculo. E assim, apesar da estreia da peça Hurra! Arre! Apre! Irra! Ruh! Pum! estar agendada para Junho deste ano, ela pôde ser percepcionada através das três ante-estreias, sendo que uma delas acontece, precisamente, no âmbito do W-EST_WHERE: Ruh! Pum!.

Mi sentas akran doloron!

3. Ruh!, interj. Designativa de som de desabamento, de desmoronamento, etc. Pum!, interj. Que imita estrondo de tiro, explosão ou queda sonora e brusca de um corpo.

Luís Guerra de Laocoi é coreógrafo e bailarino. Faz parte da Associação de Dança, Bomba Suicida, desde 2008. Desenvolve o seu trabalho criativo desde 2005. Criou entre outras peças: Ser Humano (2005), Smells like teen spirit (2007), Laocoi (2008). O seu trabalho foi apresentado em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Croácia, Líbano e Brasil. Desde 2009 prepara uma peça intitulada: "Hurra! Arre! Apre! Irra! Ruh! Pum! (Homenagem a Cristina de Pina)" com estreia agendada para Maio de 2010 no Festival Alkantara, em Lisboa.

De Luís Guerra de Laocoi; Com Madunna; Música Tânia Carvalho; Desenho de luz Anatol Waschke; Produção Bomba Suicida
Co-produção Teatro Maria Matos, Festival Alkantara, Teatro Viriato; Apoio DGArtes/Ministério da Cultura

09 Fev // ter 20h00 | 55 min.
VISITA GUIADA
Cláudia Dias (Portugal)

Visita Guiada é um solo que oscila entre a biografia e a ficção, onde a intérprete e coreógrafa Cláudia Dias constrói uma geografia emocional a partir de lugares e objectos comuns, explorando o método de Composição em Tempo Real, criado por João Fiadeiro.

A partir desses objectos, esvaziados do seu uso, dispostos primeiro no corpo e depois no espaço, como se fossem pistas a seguir, Cláudia Dias transporta o público na sua Visita Guiada de Lisboa. Cada objecto interroga as relações sociais, sexuais - as relações de poder, de dominação, que subjazem à construção de uma cidade e de um indivíduo.

Cláudia Dias nasceu em Lisboa, em 1972. Iniciou a sua formação em dança com a professora Maria Franco, prosseguindo os seus estudos como bolseira na Companhia de Dança de Lisboa e, posteriormente, frequentando o I Curso de Formação de Intérpretes de Dança Contemporânea, no Forum Dança. Integrou o elenco da Companhia de Dança de Almada entre 1990 e 1997. Pertenceu ao colectivo Ninho de Víboras, no seio do qual iniciou o seu percurso na área da criação coreográfica, tendo concebido e interpretado as peças Feedback (1996), E.U. (Entrevistem-me Urgentemente) (1997), As águias não geram pombas (1998), Juntem-se 2 a 2 (1999), Per Ti (1999), Histo (2000) e Três Figuras do Excesso (2004). Foi colaboradora da Re.Al, tendo participado como intérprete nos projectos Aicnêtsixe (2001), Existência (2002) e Para Onde vai a Luz quando se apaga (2007), com autoria do coreógrafo João Fiadeiro. Foi um elemento central no desenvolvimento e sistematização da Técnica de Composição em Tempo Real, leccionando aulas no Atelier Re.al e diversos workshops quer nacional quer internacionalmente.

Criou e interpretou as peças One Woman Show (2003), Visita Guiada (2005) e Das coisas nascem coisas (2008), apresentadas em diversos teatros e Festivais em Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, Bélgica, Suíça, País de Gales e Brasil. Actualmente, lecciona o Curso de Composição Coreográfica na Casa Municipal da Juventude de Almada e encontra-se a desenvolver um projecto integrado no programa Solos com Convicção, concebido pela Madalena Vitorino, para as comemorações da Republica.

Concepção, texto e interpretação Cláudia Dias; Espaço cénico e luzes Walter Lauterer; Música "discombobulating" de noid aka/Arnold Haberl; Desenho de som André Pires

Acompanhamento artístico João Fiadeiro, Olga Mesa, João Queiroz; Direcção técnica Carlos Gonçalves; Direcção de produção e difusão Maria João Garcia; Produção Ninho de Víboras

Apoio Centre Chorégraphique National de Montpellier - Languedoc Roussillon no âmbito do programme Hors-Série, Forum Dança e Companhia Teatral do Chiado;

Agradecimentos Anne Fontanesi e toda a equipa do Centro Coreográfico de Montpellier e Márcia Lança pela sua colaboração na fase embrionária de Visita Guiada.

Espectáculo encomendado, produzido e difundido pela RE.AL durante o período em que Cláudia Dias foi artista associada da estrutura (2003/2009)

09 Fev // ter 22h30 | 20 min.
EXIT ROOM
Ferenc Fehér (Hungria)

No centro do palco está um intérprete, sozinho. A sua dança é, ao mesmo tempo, lírica e brutal, sincopada, próxima de uma espécie de êxtase.

Não é possível separar-nos deste homem, cuja energia continua a electrizar a cena. Ferenc Fehér é um autodidata.

Ferenc Fehér (Dança e Movimento de Teatro, Dança Contemporânea, Teatro Físico) nunca teve nenhum treino formal de dança. A sua arte é influenciada pelo free-style e artes marciais, assim como pelo trabalho com Anikó Juhász (O. Caruso), a partir do qual ele criou um estilo próprio.

Trabalhou continuamente com a Companhia Finita La Commedia - dirigida por Anikó Juhász (O. Caruso), de 1999 a 2007. Ferenc Fehér tem vindo a criar as suas próprias coreografias desde 2007.

10 Fev // qua 20h00 | 50 min.
ERA UMA COISA MESMO MUITO ABSTRACTA
Andresa Soares (Portugal)

É um solo coreográfico de Andresa Soares com música original de João Lucas. Surgiu da vontade de desafiar o estranho mundo da abstracção, refreando o impulso de querer dizer alguma coisa para mergulhar numa espécie de abnegação expressiva. Começou na casa da partida e desenrolou-se, como um fio que vem de trás para seguir em frente, uma procura de movimentos que se revelam como pensamentos sem passarem, na totalidade, pelo entendimento, mas que conferem à peça uma sensação narrativa.

A música como "matéria abstracta" vem modelar esta sensação e lançá-la na continuidade, agindo sobre a realidade criada como um espírito transfigurador que abre e conduz possibilidades de interpretação dos acontecimentos nesse momento de construção de presente.

Esta peça foi criada com o apoio do Ministério da Cultura/DGArtes e da Fundação Calouste Gulbenkian. A banda sonora original criada por João Lucas foi editada em Junho de 2009 pela Creative Sources com o título Abstract Mechanics.

Andresa Soares nasceu em Lisboa em 1978. A sua formação artística divide-se entre a dança, o teatro, as artes plásticas e os audiovisuais. Desde 2000 participa como intérprete e criadora em vários projectos de dança e teatro. Fundou com Lígia Soares a Máquina Agradável - Associação Cultural, através da qual produz as suas criações.

Coreografia e interpretação Andresa Soares; Música João Lucas; Desenho de Luz Élio Antunes; Produção Máquina Agradável

10 Fev // qua 22h30 | 40 min.
REDRUM SESSIONS
Darija Doždor e Ana Mrak (Croácia)

O estado de simetria, ordem e vazio são insustentáveis para qualquer sistema humano normal. Ninguém se aproximou deste estado de forma tão lúcida como Stanley Kubrick no seu filme The Shinning. O processo estrutural básico com que Kubrick convocou o sentimento de medo e desconforto no seu filme foi, realmente, a sensação de ordem e simetria. Tal sequência dos factos é, de facto, paradoxal, desde que o diametralmente oposto a este estado, em dosagem suficiente e paralela, é insustentável. Caos, desordem, irregularidade - são sempre longos para um certo padrão, ordem, um sentido de estado final.

Redrum Sessions é uma performance inspirada no filme de Kubrick, e envolve-se na análise do referido paradoxo. Os intérpretes iniciam a sua viagem a partir de um ponto comum inicial que emerge do seu teatro, posição e dinâmica energética. A sua dualidade representa, neste caso, a simetria e o equilíbrio. No entanto, estes parâmetros, que confirmam a sua posição apenas no momento em que o poder do "brilhante" vindo

do grito silencioso da plateia penetra o desempenho com uma única palavra: ''Dance!'' A resposta encontra-se no mesma paradoxo: o corpo (ou organismos ligados pelo mesmo sistema) tanto deseja a ordem, como escapar dela.

Ana Mrak nasceu em Varaždin em 1979. Estudou na Salzburg Experimental Academy of Dance e na Tisch Shool of the Arts (Nova York). Durante e após o curso, colaborou com várias companhias. Como uma das fundadoras do colectivo artístico dance_lab, criado em 2003, tem participado nas criações de vários projectos de dança. É membro do Studio - Contemporary Dance Company desde 2004. Ensina técnicas de dança contemporânea.

Darija Doždor nasceu em 1980 em Zagreb, Croácia. Intérprete de dança contemporânea. Formou-se na Ana Maletic School for Contemporary Dance e tornou-se membro da Zagreb Dance Company. Participou em diversos workshops na Croácia e no exterior. Trabalhou em vários projectos de dança com diferentes companhias e autores.

Concepção e interpretação Ana Mrak, Darija Dozdor; Música do filme The Shining (Kryzstof Penderecki, Henry Hall e Gleneagles, Wendy Carlos e Rachel Elkind),

April March, misturado e editado por Damir Simunovic; Figurinos Kresimir Kolozi; Desenho de luz Igor Pauska; Co-produção Studio dance company/dance_lab collective

13 Fev // sáb 18h30 | 50 min.
RUINS
INTERPRÉTATION.../PLIÉ, TENDU, JETÉ
Cie Jasmina (França)

Os intérpretes jogam com estes três estados "Plié, Tendu, Jeté”, enquanto criadores, mas também como seres humanos. Cada um, por se confrontar com a sua própria solidão, o isolamento, mas também em relação ao outro, assume o risco de colidir com o mundo, o risco da relação, o risco do olhar do outro sobre a sua intimidade, tudo para começar o diálogo. Com muito humor e desdém, examinam as relações humanas, a relação do indivíduo com o sistema e deixam o público livre para a sua própria interpretação.

Ruins (Interprétation.../Plié, Tendu, Jeté) questiona o duplo sentido da interpretação. Como base de trabalho, esta peça usa três verbos emprestados da técnica da dança: Folded, tightened, thrown.

A estrutura dramatúrgica é composta por três partes constantemente atravessadas por esses três estados: a aceitação da situação/dobrar, a tensão/ser apertado e a recusa/jogar. Então é possível dizer que é esta peça provém dos artistas para o público, provém do público para os artistas, e que tende para o universal. Se não como é que a actuação corporal no palco, numa situação de espaço fechado pode ser o espelho da vida - a incapacidade de viver, de fazer coisas juntos.

Jasmina Prolic nasceu em 1976 em Sarajevo. Foi educado como intérprete de ballet e já tinha o começo de sua grande carreira de dança: terceiro prémio numa competição de ballet na Jugoslavia. No entanto, deixou Sarajevo no início da guerra e passou pelo Zagreb Ballet. Em Setembro de 1993, ingressou no Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Paris, onde estudou dança contemporânea. Desde 1997 trabalha como intérprete profissional contemporânea e performer com diversos coreógrafos e directores de teatro. Fundou a companhia de dança "Cie Jasmina" em Orleans, em 2002.

Concepção e Produção Company Jasmina Prolic; Música Bruno Bianchi; Coreografia e interpretação (interpretation to be confirmed) Jasmina Prolic,
Bruno Bianchi, Isabelle David, Darko Japelj, Sanja Maier Hasagic, Guillaume Marie, Marika Rizzi, Assistente de coreografia Gisèle Trembleau
Apoio Dramatúrgico Igor Dobricic; Desenho de Luz Ivan Mathis; Técnico de Luz Arnaud Reguigne.

Mais informações ou fotografias contacte marisamiranda@teatroviriato.com!

 

 


 

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