:: Montemor-o-Novo - 'Espaço do Tempo' impulsiona cultura na região
12-06-2007
A tranquilidade do 'Espaço do Tempo' remete-nos para o recolhimento e para a contemplação, sensações inevitáveis e que se exalam de todos os pontos deste convento, hoje local para criar, ensinar e divulgar a arte da dança, mas também do teatro, do vídeo e multimédia.
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Quem passa por Montemor-o-Novo não imagina os talentos que esta terra alentejana esconde. É preciso ficar para desvendar o segredo bem guardado no alto do Castelo e entrar no Convento da Saudação onde está um projecto cultural de impacto internacional que reclama a si o nome de 'Espaço do Tempo'.

O 'Espaço do Tempo' conta com sete anos de existência e dispõe, actualmente, de 12 quartos, tendo capacidade para albergar 24 pessoas que, na maioria das vezes, são artistas ligados à Dança que ali encontram um local de descanso e de retiro, ideal para o processo de criação. Este espaço está também muito virado para a comunidade, com aulas de dança contemporânea para crianças e adultos; aulas de expressão dramática para crianças entre os oito e os 12 anos; Tai-Chi; Seminário de Voz, mais vocacionado para os professores e educadores; actividades de expressão plástica; leitura e língua portuguesa e vários workshops. O presidente da Autarquia de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, identifica este centro transdisciplinar como uma 'estrutura de impacto internacional', encetada 'pelo maior coreógrafo português', referindo-se a Rui Horta, director artístico do espaço e a quem colocámos algumas questões, às quais, até ao fecho da edição, não foi possível obter respostas.
Recuperação do Convento
Carlos Pinto de Sá está satisfeito com a 'actividade notável' desenvolvida por este centro, referindo que estão previstas mais 35 residências, sendo que os claustros do Convento da Saudação vão ser recuperados, juntamente com a Igreja, de forma a aproveitar melhor toda a estrutura. O projecto de recuperação vai ao encontro de um dos objectivos expressos por Rui Horta no programa anual do 'Espaço do Tempo', onde garante que prosseguirão no esforço de se equiparem e melhorarem as condições oferecidas aos artistas em residência. Em jeito de balanço e ao mesmo tempo que espreita o futuro, Rui Horta afirma que este ano é de consolidação do 'Espaço do Tempo', felicitando a coesão da equipa, principal responsável pelo 'apoio à criação contemporânea, bem como no trabalho sócio-cultural em Montemor-o-Novo', esta última vertente que é considerada pelo coreógrafo como 'o lado mais silencioso da intervenção da equipa'.

Ligação à comunidade educativa
A experiência da interacção entre a equipa e a comunidade escolar, sobretudo ao nível do Ensino Básico e Secundário, é avaliada de forma muito positiva. 'Tem sido um estimulante percurso que desejamos continuar e, sobretudo, aperfeiçoar', adianta Rui Horta, defendendo que as escolas devem abrir-se cada vez mais para o exterior. 'É neste espaço de cruzamento com a sociedade que se optimiza o trabalho da criação artística, procurando novos públicos, abrindo espaços de diálogo e estimulando um outro olhar sobre o mundo', reforça o coreógrafo. Actualmente, o Convento congrega o Centro Transdisciplinar e a Oficina de Arqueologia, do Programa do Castelo da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo. Muitos dos espectáculos e iniciativas têm lugar no Cine Teatro Curvo Semedo; no Convento de S. Domingos; no antigo Rádio Cine e no Teatro Garcia Resende, em Évora. O Centro dispõe ainda do equipamento BlackBox, um novo espaço de criação, de laboratório e para apresentação de produções nas áreas do teatro, dança, multimédia, artes plásticas, instalação e artes performativas em geral. O BlackBox é também um espaço para ser utilizado pelo criador por um período de várias semanas e onde ele pode concentrar a sua actividade de produção, até pelas condições de que dispõe ao nível do som, iluminação, cena e material audio-visual.

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» E ainda ... |
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