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:: Arco Ribeirnho: Autarca do Barreiro quer que sejam tomadas medidas para cumprimento dos prazos do projeto
09-09-2010
Barreiro, Setúbal, 09 set (Lusa) -- O presidente da Câmara do Barreiro (PCP) defendeu hoje que é preciso "tomar as medidas" para que o projeto do Arco Ribeirinho Sul, constituído há um ano, cumpra os prazos ou possa até ser antecipado.

A constituição da sociedade Arco Ribeirinho Sul foi publicada em Diário da República a 8 de setembro. "É evidente que todos conhecemos que a evolução económica não é favorável aos grandes investimentos, mas é nossa convicção que é preciso trabalhar bem para ultrapassar as dificuldades que vão surgindo. Esta é uma e vão surgir outras", disse em declarações à Lusa. "Tem que se tomar as medidas ao nosso alcance para que o prazo previsto seja cumprido e se possível antecipado. Esta é a minha maneira de intervir e aquilo que eu penso sobre este território", referiu. O presidente da sociedade Arco Ribeirinho Sul, Fonseca Ferreira, disse na quarta feira que o espaço temporal de execução dos projetos de requalificação da Siderurgia, Margueira e Quimiparque pode ser alongado devido à retração no mercado. "Estas áreas vão ser feitas com o pelo do cão, como se costuma dizer. O Estado só põe o capital social da empresa, depois nós temos que valorizar os territórios. Com esta retração de mercado, com a crise, não será fácil", disse em declarações à Lusa. "Vamos fazer, não vamos ficar parados. O espaço temporal foi definido antes da crise e pode haver um alongamento dos anos na execução dos projetos, mas é para fazer", acrescentou. Os projetos têm um prazo de execução de 15 anos para a Margueira, Almada, 12 para a Siderurgia, Seixal e 18 para a Quimiparque, Barreiro. Carlos Humberto referiu também que o Plano de Urbanização da Quimiparque está na fase final e que ainda este mês devem iniciar-se a primeiras ações de reflexão públicas, explicando que é importante passar para o terreno e começar a intervir. "A zona da Gare do Sul será das primeiras a avançar, é preciso relocalizar empresas, é necessário prosseguir as questões da descontaminação do território e até começar a projetar este grande projeto ao nível do marketing territorial", afirmou. "Há várias entidades a intervir nesta matéria. Esta será a primeira grande zona e estamos a fazer estudos económicos e fazer contactos para atrair entidades para esta zona", concluiu. AYL *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico *** Lusa/fim

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