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:: Luís Filipe Ramos Silva - São Roque está-se a preparar para o futuro
17-09-2009
O autarca explica o que distingue o Município de São Roque do Pico dos restantes da região e do país.


Estamos a abrir portas ao progresso, ao turismo, a criar condições de fixação de jovens, a dar apoio a quem precisa, a melhorar a qualidade da rede viária, a criar e a aperfeiçoar equipamentos escolares e a recuperar o património histórico.

  

Guia de Portugal - O que distingue o seu município dos restantes da região e do país?

Luís Filipe Silva - Tratando-se de um espaço de preferência dos turistas, o que distingue São Roque é a centralidade.
Nos Açores, o grupo central que inclui as ilhas da Terceira, Faial, Pico, São Jorge e Graciosa, três delas estão mais próximas geograficamente. Ao visitar umas é quase obrigatória a passagem pelas outras duas. É por isso que há algum tempo a esta parte as ilhas do Faial, Pico e São Jorge se uniram objectivando uma melhor defesa dos interesses turísticos/comerciais das três ilhas.
Neste contexto, o concelho de São Roque do Pico é o município que se encontra mais ao centro e, como tal, tem vindo a preparar-se para beneficiar dessa mesma localização.
Com as ligações marítimas entre as ilhas e a existência do único porto comercial da ilha, o Governo regional já assumiu uma intervenção no sentido de criar um porto de passageiros e um porto de recreio náutico. Estas obras implicarão uma profunda renovação na fachada da Vila como é conhecida actualmente.
Tratando-se de um projecto da autarquia, a futura avenida beneficiará de todas as valências para o aumento do comércio e ligará de uma ponta à outra a Vila de São Roque do Pico.
É igualmente um concelho virado para a juventude. Munido de vários pólos atractivos, tanto para os que passam como para que os aqui residem, tem nesta altura um dos melhores parques de campismo da região, diversas zonas balneares, parques desportivos e boas infra-estruturas escolares.
Num futuro recente será implementado o Cartão-jovem Municipal que objectiva criar condições aos jovens em início de vida, nomeadamente na aquisição de lotes no projecto do Loteamento Municipal Jovem dos Bacelinhos.
 
G.P. -  Qual a área que considera prioritária no seu município e porquê?

L.F.S. - Não temos nesta altura uma que área que tenha maior prioridade que outra. Tentamos antes concentrar-nos em três pólos que devem em qualquer município ser fundamentais para a estruturação geral do concelho. Refiro-me aos sectores económico, social e cultural.
Nesse sentido o município de São Roque do Pico, já lançou um conjunto de medidas que visam minimizar as consequências de algumas dificuldades económicas, junto dos seus munícipes. Na área social não aumentamos as tarifas da água, nem dos resíduos sólidos urbanos, lançamos o Cartão 60+ como auxilio aos mais idosos, implementámos o Gabinete Solidário e no âmbito deste, o projecto “Mãos Amigas”. Recentemente apresentamos o regulamento para a concessão de apoios à habitação degradada.
Estamos a aumentar o número de zonas atractivas para a nova construção e estamos prontos para iniciar obras fundamentais para o desenvolvimento do concelho como a reestruturação das três zonas industriais, a construção da primeira piscina fechada da ilha e muito mais.

G.P. - Existe algum projecto que considere inovador no concelho?

L.F.S. - O projecto que vai mudar a história deste concelho é sem sombra de dúvidas a remodelação de toda a fachada da Vila.
Trata-se de um projecto que conta em muito com a colaboração do Governo Regional através da construção do porto de passageiros e de recreio náutico. A intenção desta autarquia é ligar a zona nobre ao resto da vila, numa avenida, e que criará uma série de mais valias para o desenvolvimento económico de todo o concelho.

G.P. - Qual a área de maior desenvolvimento local?

L.F.S. - É sem dúvida o turístico.
Este é um sector que está em crescente desenvolvimento em São Roque do Pico face às inúmeras casas de turismo de habitação. Este concelho tem merecido o investimento de muitos privados por se tratar de um espaço que alia a aventura, a natureza e todas as restantes condições que atraem os turistas a São Roque.
No entanto, existem outros sectores que não devem ser descorados como a agricultura, o comércio tradicional e industrial.
 
G.P. - Quais as obras previstas até ao final do mandato?

L.F.S. - O que uma Câmara como a de São Roque pode fazer com um orçamento anual que se rege mediante o número de habitantes, é criar projectos que potenciem o desenvolvimento económico e consequentemente novos empregos.
É nisso que este executivo pensa diariamente. Vejam-se alguns exemplos: a Avenida do Mar que se pretende que seja a primeira fase da reestruturação da Vila, fazendo ligação com o futuro porto de passageiros e porto de recreio náutico, obras prometidas pelo Governo regional e o reordenamento das três zonas industriais de São Roque que vem criar novos espaços de exploração industrial.
E para incentivar a fixação de jovens, estamos a ultimar o projecto para Loteamentos Municipais e em breve iremos apresentar o Cartão-jovem municipal.

G.P. - Qual a estratégia de futuro que delineou para o seu concelho e como o imagina daqui a uma década?

L.F.S. - Os Açores, em particular o Concelho de São Roque do Pico, oferecem uma qualidade de vida elogiada nos quatro cantos do mundo. Mas isso não é suficiente para atrair a fixação de jovens.
Não podemos negar que um dos maiores problemas de concelhos pequenos, como o nosso é a criação de emprego e por consequência a fixação dos nossos jovens.
É por isso importante a criação de uma estratégia conjunta, entre Governo regional, autarquias e sociedade civil que tenha por objectivo o desenvolvimento económico sustentável.

G.P. - Qual o grau de endividamento da Câmara Municipal?

L.F.S. - Neste momento a Câmara Municipal de São Roque tem uma grande capacidade de individamento.

G.P. - Relativamente às receitas das autarquias locais, como avalia a questão do cadastro urbano e rústico em Portugal e do seu concelho? Está actualizado?

L.F.S. - O cadastro urbano e rústico não está actualizado no concelho de São Roque do Pico.

G.P. - Como gostaria de deixar o seu nome ligado ao concelho e à Câmara Municipal?

L.F.S. - Pretendo que seja associado a um trabalho honesto, fiel e responsável. Essa é a minha única prioridade diária, quando tomo decisões que destinam o futuro deste concelho.

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